Roperto, apesar do nome italiano, era holandês. E, como todo filho único, queria tudo para ontem.
Trabalhava num coffee shop em Amsterdam. Não tinha namorada, já que não era nem bonito como um italiano muito menos como um holandês. Já tinha tentado uma ou duas vezes se aproveitar de turistas brasileiras que haviam exagerado no haxixe. Mas não deu certo. E a legislação holandesa, por mais irônico que isso seja, é bastante severa. Como foi dito antes, ele tinha pressa.
Não deu outra: foi para a casa numa segunda-feira qualquer com suas tensões sexuais à flor da pele. Ele era viciado em pornografia. E a internet era uma espécie de Waterworld (aquele filme terrível com o Kevin Costner): Roperto estava sempre com sede (de água doce ou salgada).
Abriu seu Firefox. Qual era o cardápio do dia? Teenagers? Milfs? MMF? FFM? Enfim, resolveu que queria experimentar algo diferente. Entrou num site parceiro do qual já era assinante. O site era uma novidade até para ele: grávidas fazendo sexo.
Roperto começou a baixar um vídeo. Aquilo parecia excitante, já que quase nada mais o excitava. O vídeo já estava em seu desktop. Preparava-se para uma longa e entediante masturbação. Preocupava-se mais com o efeito anti-estressante do orgasmo do que com o prazer em si. A janela do Windows Media Player abriu. O vídeo era antigo. (A moda Vintage também pegou no mundo pornô.) Nele, uma mulher linda com uma enorme barriga chupava um homem horrível. Depois transava loucamente com outro homem. E depois com outro. E no final todos gozavam na cara dela.
Roperto queria, mas simplesmente não conseguiu usar o mouse para fechar o programa. A mulher do vídeo era mãe dele.
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