Irina estava andando pela avenida paulista no sentido Consolação. John, no sentido Paraíso.
Próximo à livraria Martins Fontes, os dois se cruzaram. Foi um cruzamento diferente desses que acontecem todo dia. Sabem por quê? Porque eles se olharam. E, hoje em dia, ninguém mais se olha na rua.
Mas, então, eles se olharam. E foram um passando do ponto do outro, sem virar os rostos.
Um segundo e meio depois, Irina virou sua cabeça para trás, para ver se John a olhava. Não olhava.
Um segundo após Irina voltar sua cabeça para a posição original, ou seja, para a frente, John se virou para ver se Irina o olhava. Não olhava.
E foi isso. Um quase isso. Como quase sempre.
Afinal, como diria o chinês do título desse texto, "o amor é uma questão de timing".
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